A calma essencial para dias melhores

Já pararam para pensar em que momento um dia ruim começa a tomar forma?

Há alguns dias venho refletindo sobre como as escolhas que fazemos podem alterar as nossas emoções ao longo do dia. Em um dia desta semana, tive o que considero um dia péssimo: acordei cedo e, mesmo assim, precisei fazer todas as minhas tarefas correndo para não me atrasar para o compromisso seguinte. Ao chegar lá, minha mente já estava lotada, pensando no próximo passo, e de novo, de novo, de novo… Nesse dia, cheguei em casa à noite tão cansada, esgotada e sem paciência, que fiquei pensando no quanto essa correria trouxe um resultado negativo para o meu emocional.

No dia seguinte, acordei e prometi a mim mesma viver com calma; seguir com os planos, mas com paciência e a certeza de que as coisas seriam cumpridas e, caso não desse conta de tudo, tudo bem também.

Deletei o celular dos primeiros momentos do dia, tomei meu café apreciando a luz que entrava pela janela do meu apartamento e me lembrei do quanto gosto dele nesse horário da manhã. Tomei um banho demorado, tirei um tempo para estudar e, após isso, me arrumei para trabalhar. No caminho, dediquei os 20 minutinhos do trajeto à leitura de um livro que comecei há alguns dias. No trabalho, fiz minhas tarefas com calma; sempre que me via acelerada demais, contava até três, respirava e voltava para o meu foco.

No final do dia, eu me sentia plena. Acho que essa é a melhor palavra: plena. Desde então, me pego refletindo sobre o quanto aprender a viver a vida com calma, em meio à correria ao nosso redor, pode ser a chave para melhorar nossa estabilidade emocional. O mesmo vale para dedicar pequenos momentos do dia a fazer algo que gostamos, que no meu caso é a leitura. Esses 20 minutos diários fazem toda a diferença para mim.

Que possamos aprender cada vez mais a viver com calma suficiente para apreciar a beleza das coisas à nossa volta, sem a pressa do mundo exterior. Aprender a desacelerar é essencial e tem poder sobre como decidimos viver nossos dias.

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